Emoções | Autocuidado

Você não aprendeu a ter amor-próprio, eu posso te provar!

Descubra porque o amor-próprio é mais raro do que pensamos e como desenvolvê-lo

Você Não Aprendeu a Ter Amor-Próprio, Eu Posso te Provar!

Tudo começa na Infância

Isso acontece porque não aprendemos a lidar com nossos processos desafiadores desde a nossa mais tenra infância. Quando cometemos algum “erro” a resposta automática dos mais velhos é a da punição, ou penalização pela atitude, ou circunstância. Automaticamente a criança se vê envergonhada, constrangida ou até mesmo oprimida. Esse sistema de ensino punitivo não tem nenhum benefício para o desenvolvimento do Ser, muito menos para a inteligência emocional da criança.

O caminho do desenvolvimento

O mais saudável a ser feito quando uma criança comete um ato falho é lhe proporcionar primeiramente a compreensão como um ser em desenvolvimento, e usar da situação para estabelecer um vínculo de confiança entre você (adulto) e ela. Usando a situação desafiadora como mola de impulso para um aprendizado através do exemplo e do diálogo.

O adulto é quem tem de trazer à tona sua consciência para esses momentos, pois tem a responsabilidade de proporcionar ao ser em desenvolvimento, um ambiente seguro e que proporcione a educação da melhor maneira possível.

Ainda é comum encontrar pessoas que tentem educar seus filhos usando a agressão física como ferramenta, infelizmente. Estudos comprovam as sequelas físicas e emocionais que as crianças carregam durante toda uma vida, e haja terapia, para lidar com tanta opressão.

O que diz a justiça?

O artigo 136 do CP/40 prevê o crime de maus-tratos:

Art. 136: Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:

Pena – detenção, de dois meses a um ano, ou multa (BRASIL, 1940).

Há um advento social em relação as formas de educação, que vem reformulando os caminhos da formação, oferecendo novas perspectivas para lidar com as crianças, repensando em como educar e formar seres mais saudáveis em seu desenvolvimento social.

Mas e quando essas crianças já se tornaram adultos, o que fazer?

Abrace a sua dor, o seu sofrimento e as suas emoções negativas como a tristeza e o medo, não quer dizer que ao fazê-lo irá se livrar desse sofrimento, é possível que ao entrar em contato essa sensação, a dor se torne cada vez mais intensa. Como um corte sendo tratado, ao momento em que a água toca a superfície ferida, a dor vem ainda mais forte. A maneira que você evita lidar com essa dor, ou quando tenta anestesiá-la, fará com que você seja cada vez mais escravizado, se tornando pouco a pouco um produto desse sofrimento.

A melhor maneira de lidar com isso é aceitando e não resistindo ao sofrimento.

E não só a ele, mas a tudo o que vivemos, se positivo ou negativo, não se apegue, apenas deixe ir. Se permita viver de maneira intensa, se permita dizer sim aos seus próprios sentimentos, de felicidade ou tristeza. Não é tão fácil assim, CORAGEM é o ingrediente essencial para percorrer por esse caminho. Curar a sua dor não necessariamente significa que você irá se livrar dessa sensação, significa que você aprenderá a lidar com ela de maneira que não se torne algo incapacitante, que te paralise, ao ponto de fazer perder de vista os teus objetivos.

Abrir-se à dor, abrir-se ao êxtase, abrir-se à nossa incapacidade de abrir nossos corações e conhecer-nos dessa maneira aberta, sem limites, onde tudo está contido, tudo é permitido, tudo é aceito. Onde tudo vive. E nunca se esqueça, você é um universo em expansão, não seja limitado pela dor. Espero ter lhe ajudado a fazer uma reflexão especial com o foco na promoção e no desenvolvimento do AMOR PRÓPRIO. Um beijo no seu coração <3

Victor Emanuel Veras de Araujo
Victor Emanuel Veras de Araujo

Sou o Victor Emanuel, tenho 28 anos, psicólogo desde 2018. Especialista em hipnose clínica, neuropsicologia e fenomenologia existencial, base teórica dos meus atendimentos. Sou apaixonado por gatos e tenho cinco, casado, ceilandense, amo tudo relacionado a culturas e a diversidade humana, acredito no potencial humano de desenvolvimento pessoal e no poder da empatia. Espero um dia poder conhecer você que está lendo isso aqui, até lá! É um prazer!

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