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Depressão infantil – tudo o que você precisa saber

A depressão pode afetar pessoas de todas as idades. Conheças os sintomas, causas e tratamentos contra a depressão infantil.

Depressão Infantil – Tudo o Que Você Precisa Saber

Embora a maioria das pessoas acredite que a depressão é uma doença de adulto, crianças e adolescentes também podem desenvolver essa condição. Infelizmente, muitas crianças com depressão não recebem tratamento porque seus responsáveis não percebem que elas estão deprimidas.

É importante que pais, professores e outros adultos aprendam sobre a depressão infantil. Quando você entende os sintomas da depressão em crianças e as razões para seu surgimento, você pode intervir de maneira útil.

Sintomas

A depressão em crianças e adolescentes geralmente se apresenta de maneira diferente do que nos adultos. Irritabilidade e raiva são os sinais típicos desse transtorno em crianças e adolescentes. Além disso, crianças geralmente têm dificuldade em explicar como se sentem, enquanto adolescentes podem esconder sua dor emocional por medo de julgamento alheio.

Como os comportamentos normais variam conforme a criança se desenvolve, pode ser difícil saber se seu filho está apenas passando por uma fase ou se é algo mais sério. O primeiro passo para ajudar seu filho a vencer a depressão é aprender a identificá-la.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, os principais sintomas da depressão infantil são:

  • Sentimentos de desesperança;
  • Dificuldade de concentração, memória ou raciocínio;
  • Angústia;
  • Pessimismo;
  • Agressividade;
  • Falta de apetite;
  • Tronco arqueado (postura abatida);
  • Falta de prazer em executar atividades;
  • Isolamento;
  • Apatia;
  • Insônia ou sono excessivo que não satisfaz;
  • Desatenção em tudo que tenta fazer;
  • Queixas de dores;
  • Baixa autoestima e sentimento de inferioridade;
  • Ideia de suicídio ou pensamento de tragédias ou morte;
  • Sensação frequente de cansaço ou perda de energia;
  • Sentimento de culpa;
  • Dificuldade de se afastar da mãe.

Causas

Embora eventos estressantes como divórcio possam contribuir para a depressão, eles são apenas um de muitos elementos. Vários outros fatores, incluindo a genética, também desempenham um papel nesse processo.

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão infantil pode-se citar:

  • Química do cérebro. Desequilíbrios em certos hormônios e neurotransmissores impactam no funcionamento do cérebro, o que pode afetar o humor e as emoções, além de aumentar o risco de depressão;
  • Fatores ambientais. Um lar caótico, estressante ou instável também pode deixar a criança mais suscetível à depressão. Rejeição e bullying na escola também podem ser fatores;
  • Histórico familiar. Crianças com familiares que também têm transtornos de humor, como depressão, têm uma chance maior de apresentarem os sintomas desse transtorno;
  • Estresse ou trauma. Mudanças repentinas, como divórcio ou mudança de casa, assim como eventos traumáticos, como abuso ou ataque, também podem contribuir para o surgimento da depressão.

Qualquer pessoa pode desenvolver depressão, isso não é um sinal de fraqueza. Também não é culpa sua se seu filho estiver deprimido.

Diagnóstico

Se você acha que seu filho está mostrando sinais de depressão, agende um atendimento com o pediatra dele para discutir suas preocupações.

Antes de chegar a um diagnóstico, sua criança passará por uma ampla avaliação médica. Ela descartará qualquer condição médica que esteja contribuindo para os sintomas. Por exemplo, problemas na tireoide, anemia e deficiência de vitaminas podem replicar os sintomas da depressão.

Classificação da depressão

Quando a criança for diagnosticada com um transtorno depressivo, costuma-se classificar sua severidade:

  • Leve;
  • Moderado;
  • Severo (também chamado de depressão clínica ou depressão maior).

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), essa classificação é baseada na quantidade, tipo e severidade dos sintomas – além do quanto eles atrapalham a rotina.

Tratamento contra a depressão infantil

Se seu filho for diagnosticado com depressão leve, o médico vai monitorar ativamente os sintomas antes de recomendar qualquer forma de tratamento. Se os sintomas persistirem depois de 6 ou 8 semanas de acompanhamento, a criança será encaminhada para psicoterapia.

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Se seu filho receber o diagnóstico inicial de depressão moderada ou severa, o médico provavelmente começará o tratamento de imediato.

Psicoterapia, medicamentos ou uma combinação de ambos se mostraram úteis em combater essa doença em todas as idades. O tipo de tratamento recomendado para seu filho dependerá da natureza e da severidade dos sintomas.

Psicoterapia

Se o diagnóstico for de depressão leve, a recomendação inicial costuma ser de psicoterapia. Para adolescentes com depressão moderada ou severa, uma combinação de medicamentos e psicoterapia funciona melhor.

Na psicoterapia, um profissional da saúde mental ajudará seu filho a desenvolver as habilidades necessárias para lidar com os sintomas da depressão, de forma que possam atuar bem tanto em casa quanto na escola.

A terapia cognitivo-comportamental é a principal escolhas de tratamento para crianças com depressão. Entre outras coisas, ela ajuda o paciente a identificar padrões de pensamentos e comportamentos negativos e a substituir esses padrões por outros mais positivos.

Medicamentos

Os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina são os antidepressivos mais recomendados para crianças e adolescentes com depressão (como fluoxetina, sertralina e escitalopran). É importante que se discuta com o médico qual a melhor opção de antidepressivo para o caso do seu filho, já que alguns tipos podem não ser tão eficazes dependendo da faixa etária.

Convivência

Para casos leves de depressão, mudanças no estilo de vida podem ser uma forma efetiva de lidar com os sintomas da depressão infantil (embora isso seja válido para todas as idades).

Coisas como encontrar maneiras de aliviar o estresse, fazer exercícios físicos regularmente, usar técnicas de relaxamento e desenvolver um sistema sólido de apoio social podem ajudar a melhorar a forma como a criança se sente.

Abaixo estão algumas dicas que você pode usar para incentivar a criança a enfrentar a depressão de maneira saudável:

  • Fale sobre como cuidar do corpo também ajuda a mente. Explique como consumir alimentos nutritivos e se exercitar faz bem para a saúde mental;
  • Certifique-se de que seu filho tem uma rotina de sono consistente. Desligue os aparelhos antes da hora de dormir e garanta que a criança durma e acorde nos mesmos horários todos os dias;
  • Ajude a criança a desenvolver uma vida social rica sem sobrecarregar a agenda dela. Designe responsabilidades e recompense-a por ser responsável;
  • Ensine a criança a resolver problemas, lidar com as próprias emoções de maneira saudável e a desenvolver estratégias que ajudem ela a lidar com falhas e decepções. Fale sobre sua saúde mental também – faça com que ficar saudável seja uma prioridade na sua família.

Em última análise, cabe aos responsáveis decidir quais opções de tratamento aplicar. É importante que pais e crianças sejam educados sobre os tratamentos e os potenciais riscos e benefícios de cada opção.

João Vitor Gomes dos Santos
João Vitor Gomes dos Santos

Estudante de Engenharia Mecânica, através da convivência na universidade se conscientizou da importância do bem-estar mental. Para promover e acessibilizar os cuidados com a mente, cofundou a PsyMeet. Convencido da importância da saúde mental para uma vida feliz, está sempre lendo, assistindo e ouvindo sobre o tema. Instagram @dosantosjv

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