Psiquiatria | Saúde Mental

O que é Psiquiatria e o que faz um Psiquiatra?

A psiquiatria é o ramo da medicina focado no diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos mentais, emocionais e comportamentais

O que é Psiquiatria e o que faz um Psiquiatra?

Um psiquiatra é um médico (com formação em medicina) especializado em saúde mental, incluindo transtornos por uso de substâncias. Os psiquiatras são qualificados para avaliar tanto os aspectos mentais quanto físicos dos problemas psicológicos.

As pessoas procuram ajuda psiquiátrica por diversos motivos. Os problemas podem ser repentinos, como um ataque de pânico, alucinações assustadoras, pensamentos suicidas ou ouvir "vozes". Ou podem ser mais crônicos, como sentimentos de tristeza, desesperança ou ansiedade persistentes, ou dificuldades de funcionamento que distorcem ou causam sensação de perda de controle no dia a dia.

Diagnóstico de Pacientes

Por serem médicos, os psiquiatras podem solicitar ou realizar uma ampla gama de exames médicos, laboratoriais e psicológicos que, combinados com conversas com os pacientes, ajudam a fornecer um panorama do estado físico e mental do paciente.

Sua formação e treinamento clínico os capacitam a compreender a complexa relação entre doenças emocionais e outras doenças médicas, bem como as relações com a genética e o histórico familiar, a avaliar dados médicos e psicológicos, a fazer um diagnóstico e a trabalhar com os pacientes para desenvolver planos de tratamento.

Os diagnósticos específicos são baseados nos critérios estabelecidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que contém descrições, sintomas e outros critérios para o diagnóstico de transtornos mentais.

Quais tratamentos os psiquiatras utilizam?

Os psiquiatras utilizam uma variedade de tratamentos, incluindo diversas formas de psicoterapia, medicamentos, intervenções psicossociais e outros tratamentos (como a eletroconvulsoterapia ou ECT), dependendo das necessidades de cada paciente.

A psicoterapia, também chamada de terapia da fala, é um tratamento que envolve uma relação de diálogo entre um terapeuta e um paciente. Ela pode ser usada para tratar uma ampla gama de transtornos mentais e dificuldades emocionais. O objetivo da psicoterapia é eliminar ou controlar sintomas incapacitantes ou problemáticos para que o paciente possa funcionar melhor.

Dependendo da extensão do problema, o tratamento pode levar apenas algumas sessões ao longo de uma ou duas semanas, ou pode exigir muitas sessões ao longo de vários anos. A psicoterapia pode ser feita individualmente, em casal, com a família ou em grupo.

Existem muitas formas de psicoterapia. Há psicoterapias que ajudam os pacientes a mudar comportamentos ou padrões de pensamento, psicoterapias que ajudam os pacientes a explorar o efeito de relacionamentos e experiências passadas em comportamentos presentes e psicoterapias que são adaptadas para ajudar a resolver outros problemas de maneiras específicas.

A terapia cognitivo-comportamental é uma terapia orientada para objetivos, com foco na resolução de problemas. A psicanálise é uma forma intensiva de psicoterapia individual que requer sessões frequentes ao longo de vários anos.

A maioria dos medicamentos é utilizada por psiquiatras de maneira semelhante à utilização de medicamentos para tratar hipertensão ou diabetes. Após avaliações minuciosas, os psiquiatras podem prescrever medicamentos para auxiliar no tratamento de transtornos mentais.

Embora o mecanismo de ação preciso dos medicamentos psiquiátricos não seja totalmente compreendido, eles podem alterar a sinalização química e a comunicação no cérebro, o que pode reduzir alguns sintomas de transtornos psiquiátricos. Pacientes em tratamento medicamentoso de longo prazo precisarão consultar seu psiquiatra periodicamente para monitorar a eficácia da medicação e quaisquer efeitos colaterais potenciais.

Tipos de Medicamentos

  • Antidepressivos: usados ​​para tratar depressão, transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade borderline e transtornos alimentares;
  • Antipsicóticos: usados ​​para tratar sintomas psicóticos (delírios e alucinações), esquizofrenia e transtorno bipolar;
  • Sedativos e ansiolíticos: usados ​​para tratar ansiedade e insônia;
  • Hipnóticos: usados ​​para induzir e manter o sono;
  • Estabilizadores de humor: usados ​​para tratar o transtorno bipolar;
  • Estimulantes: usados ​​para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Psiquiatras frequentemente prescrevem medicamentos em combinação com psicoterapia.

A psiquiatria intervencionista descreve os procedimentos utilizados quando medicamentos e psicoterapia são ineficazes para restaurar a saúde plena do paciente. A eletroconvulsoterapia (ECT), um tratamento médico que envolve a aplicação de correntes elétricas no cérebro, é usada com mais frequência para tratar a depressão grave que não respondeu a outros tratamentos.

A estimulação cerebral profunda (ECP), a estimulação do nervo vago (ENV), a estimulação magnética transcraniana (EMT) e o tratamento com cetamina são algumas das terapias mais recentes utilizadas para tratar alguns transtornos de saúde mental. Drogas psicodélicas, como a psilocibina, estão sendo estudadas quanto ao seu potencial terapêutico futuro.

Formação em Psiquiatria

Para se tornar um psiquiatra, é necessário concluir a faculdade de medicina e prestar um exame escrito para obter a licença estadual para exercer a medicina, além de completar quatro anos de residência em psiquiatria. Em outras palavras, geralmente são necessários 12 anos de estudo após o ensino médio para se tornar um psiquiatra geral de adultos e até 14 anos para se tornar um psiquiatra da infância e adolescência.

O primeiro ano de residência é normalmente realizado em um hospital, trabalhando com pacientes com uma ampla gama de doenças clínicas. O psiquiatra em formação passa então pelo menos mais três anos aprendendo o diagnóstico e o tratamento de saúde mental, incluindo várias formas de psicoterapia e o uso de medicamentos psiquiátricos e outros tratamentos. O treinamento ocorre em consultórios, hospitais, pronto-socorros e em locais comunitários, como unidades de atenção primária.

Após concluir a residência médica em Psiquiatria, muitos profissionais no Brasil optam por obter o título de especialista por meio de prova aplicada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, geralmente em parceria com a Associação Médica Brasileira.

Alguns psiquiatras também buscam formação adicional após os quatro anos de residência em Psiquiatria Geral. No contexto brasileiro, isso acontece por meio de subespecializações, cursos de aperfeiçoamento ou bolsas (nem sempre formalmente regulamentados). Entre as áreas mais comuns estão:

  • Psiquiatria das Dependências (Álcool e Drogas);
  • Psiquiatria da Infância e Adolescência;
  • Interconsulta Psiquiátrica (para pacientes com condições clínicas e psiquiátricas complexas);
  • Psiquiatria Forense (voltada a pacientes envolvidos com o sistema judicial);
  • Psicogeriatria (saúde mental do idoso);
  • Cuidados Paliativos (pacientes com doenças graves);
  • Medicina da Dor;
  • Medicina do Sono.

Além disso, há formações complementares não necessariamente reconhecidas como especialidades formais no Brasil, mas bastante relevantes na prática clínica, como:

  • Psiquiatria de Emergência (atendimento em situações de crise, como em prontos-socorros);
  • Psiquiatria Comunitária e Saúde Pública (com foco nos determinantes sociais da saúde, muito presente no Sistema Único de Saúde);
  • Psiquiatria Reprodutiva (saúde mental na gestação e no pós-parto).

Alguns psiquiatras também optam por uma formação combinada com outras áreas médicas, como:

  • Clínica Médica + Psiquiatria;
  • Medicina de Família e Comunidade + Psiquiatria.

Por fim, muitos profissionais seguem se aprofundando em áreas específicas como:

  • Psicanálise;
  • Pesquisa em Psiquiatria (em universidades e centros de pesquisa).

Esse percurso permite que o psiquiatra atue de forma mais especializada e esteja preparado para lidar com casos complexos, que envolvem tanto aspectos mentais quanto físicos.

Onde trabalham os psiquiatras?

Os psiquiatras trabalham em diversos locais, incluindo consultórios particulares, clínicas, hospitais gerais e psiquiátricos, centros de saúde acadêmicos, agências comunitárias, tribunais e prisões, lares de idosos, indústria, governo, forças armadas, programas de reabilitação, salas de emergência, programas de cuidados paliativos e muitos outros.

Qual a diferença entre um psiquiatra e um psicólogo?

Um psiquiatra é um médico (com formação em medicina e residência) com especialização em psiquiatria. O psiquiatra pode realizar psicoterapia e prescrever medicamentos e outros tratamentos médicos.

Um psicólogo geralmente possui um diploma de pós-graduação, mais comumente em psicologia clínica, e frequentemente tem ampla experiência em pesquisa ou prática clínica. Os psicólogos tratam transtornos mentais com psicoterapia e alguns se especializam em testes e avaliações psicológicas.

João Vitor Gomes dos Santos
João Vitor Gomes dos Santos

Engenheiro Mecânico, através da convivência na universidade se conscientizou da importância do bem-estar mental. Para promover e acessibilizar os cuidados com a mente, cofundou a PsyMeet. Convencido da importância da saúde mental para uma vida feliz, está sempre lendo, assistindo e ouvindo sobre o tema. Instagram @dosantosjv

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