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O Que É a Libido Para a Psicologia?

Na teoria psicanalítica, a libido é mais do que o impulso sexual, veja aqui o que esse termo significa para a psicologia

O Que É a Libido Para a Psicologia?
Resumo:

Na teoria psicanalítica, libido é a energia psíquica criada pelos instintos de sobrevivência e sexuais. Para Freud, ela faz parte do ID e é a força motriz de todo comportamento, não apenas da sexualidade. No uso moderno, o termo passou a se referir principalmente ao desejo sexual de uma pessoa.

Libido é um termo usado na teoria psicanalítica para descrever a energia criada pela sobrevivência e pelos instintos sexuais. Segundo Sigmund Freud, a libido faz parte do ID (Identidade) e é a força motriz de todo comportamento.

O significado de libido, portanto, tem duas camadas. No sentido original da psicanálise, refere-se a toda a energia psíquica que impulsiona o comportamento humano. No uso comum de hoje, libido significa principalmente o desejo sexual de uma pessoa, ou seja, a vontade e o interesse por atividade sexual.

Embora o termo "libido" tenha assumido um significado abertamente sexual no mundo de hoje, para Freud representava toda a energia psíquica e não apenas a energia sexual.

A Libido na Teoria Psicanalítica

Freud acreditava que o ID era a única parte da personalidade presente desde o nascimento. O ID, ele sugeriu, era um reservatório de energia primal e inconsciente. O ID busca o prazer e exige a satisfação imediata de seus desejos. O ID serve como fonte de nossos desejos e impulsos.

Como funciona a libido no ID? O ID é controlado pelo que Freud chamou de princípio do prazer. Essencialmente, o ID tenta direcionar todas as ações e processos do corpo para alcançar a maior quantidade de prazer possível.

Como o ID é quase totalmente inconsciente, as pessoas nem mesmo percebem muitos desses impulsos.

O ID exige gratificação imediata até mesmo de nossos impulsos mais básicos. Se o ID pudesse escolher, você pegaria o que quisesse, quando quisesse, não importa a situação. Obviamente, isso causaria alguns problemas sérios. Nossas vontades e desejos nem sempre são apropriados, e agir de acordo com eles pode ter sérias repercussões.

A influência do ego

Então, o que impede as pessoas de simplesmente agirem de acordo com seus instintos e desejos mais básicos? O ego é a parte da personalidade encarregada de controlar a energia libidinal do ID e garantir que esses impulsos sejam expressos de maneira aceitável. É regido pelo princípio da realidade, que visa ajudar a pessoa a atingir seus objetivos de maneira realista e aceitável.

Então, enquanto os desejos libidinais do ID podem dizer para você pegar aquela rosquinha da prateleira da loja e começar a comê-la imediatamente, o ego reina nesse impulso. Em vez disso, você toma as ações socialmente aceitáveis de colocar os donuts em seu carrinho, pagá-los no caixa e levá-los para casa antes de finalmente ceder ao seu desejo de comer a guloseima saborosa.

O Papel do Superego

Adicionando mais uma complicação a este processo é o superego. O superego é a parte da personalidade que envolve os ideais e a moral internalizados dos pais, figuras de autoridade e da sociedade. O ego deve mediar entre as demandas básicas criadas pela libido e os padrões idealistas impostos pelo superego.

A Libido e a Fixação

A forma como a libido se expressa depende do estágio de desenvolvimento em que a pessoa se encontra. Segundo Freud, as crianças se desenvolvem através de uma série de estágios psicossexuais. Em cada estágio, a libido é focada em uma área específica. Quando tratada com sucesso, a criança passa para o próximo estágio de desenvolvimento e eventualmente se torna um adulto saudável e bem-sucedido.

Em alguns casos, o foco na energia libidinal de uma pessoa pode permanecer fixo em um estágio anterior de desenvolvimento no que Freud chamou de fixação. Quando isso acontece, a energia da libido pode estar muito ligada a esse estágio de desenvolvimento e a pessoa ficará "presa" nesse estágio até que o conflito seja resolvido.

Por exemplo, o primeiro estágio da teoria freudiana do desenvolvimento psicossexual é o estágio oral. Durante esse período, a libido da criança está centrada na boca, portanto atividades como comer, chupar e beber são importantes.

Se ocorrer uma fixação oral, a energia libidinal do adulto permanecerá focada nesse estágio, o que pode resultar em problemas como roer unhas, beber, fumar e outros hábitos.

A energia da libido é limitada

Freud também acreditava que cada indivíduo só tinha tanta energia de libido. Como a quantidade de energia disponível é limitada, ele sugeriu que diferentes processos mentais competem pelo que está disponível.

Por exemplo, Freud sugeriu que o ato de reprimir, ou manter as memórias fora da percepção consciente, requer uma tremenda quantidade de energia psíquica. Qualquer processo mental que exija tanta energia para se manter afeta a capacidade da mente de funcionar normalmente.

O papel da libido na psicanálise

O objetivo da psicanálise, acreditava Freud, era trazer os impulsos libidinais inconscientes para a percepção consciente. Ao fazer isso, tais impulsos poderiam ser tratados conscientemente sem depender demais dos mecanismos de defesa do ego.

A Libido e o Desejo Sexual

Além de suas origens freudianas, o termo libido é mais usado hoje em referência ao desejo sexual de uma pessoa. A libido envolve mais do que simplesmente o desejo biológico de sexo, mas também os fatores psicológicos e sociais que contribuem para a atividade sexual.

O uso moderno do termo libido provavelmente decorre do uso original de Freud do termo para se aplicar ao desejo sexual. Como Freud continuou a desenvolver suas ideias, no entanto, ele começou a ver a libido como mais do que apenas impulsos sexuais e mais como um instinto de vida geral que abrange instintos de sobrevivência e outras motivações também.

Alguns fatores que podem influenciar a libido ou desejo sexual incluem:

  • As condições médicas e de saúde também podem influenciar o desejo sexual de uma pessoa. Condições médicas, como doenças, fadiga e medicamentos, muitas vezes podem diminuir a libido. Distúrbios sexuais, incluindo distúrbio do impulso sexual hipoativo e distúrbio da excitação sexual feminina, também podem levar à diminuição do impulso libidinal;
  • Fatores psicológicos que podem influenciar a libido incluem estresse, personalidade, idade, status de relacionamento, estilo de vida e experiências passadas. Por exemplo, abuso sexual e trauma podem afetar a libido. Outras questões, como imagem corporal, autoestima e depressão, também podem fazer com que as pessoas desejem menos sexo;
  • Os hormônios sexuais, incluindo a testosterona e o estrogênio, criam o impulso biológico para o sexo e ajudam a regular a libido;
  • Questões sociais, incluindo solidão, relacionamentos ruins e problemas de intimidade, também podem diminuir a libido.

Como Aumentar Sua Libido

Baixa libido é um problema comum. A pesquisa sugere que 15% dos homens e quase 32% das mulheres experimentam baixo desejo sexual. Você pode dizer se sua libido está baixa se você tiver pouco ou nenhum interesse em sexo, tiver poucas fantasias sexuais e tiver dificuldade em encontrar prazer no sexo.

A libido pode flutuar com o tempo. Se você suspeita que sua libido está baixa e está interessado em aumentar seu desejo por atividade sexual, existem medidas que podem ajudar.

Fale com seu médico

Alterações hormonais e alguns tratamentos de saúde podem, em algumas pessoas, resultar em baixa libido. Se você suspeita que isso está acontecendo, o melhor caminho é conversar com um médico ou com um médico da atenção básica pelo SUS, em vez de tentar ajustar qualquer medicação por conta própria. Somente um profissional pode avaliar seu histórico e indicar, se for o caso, mudanças no tratamento com segurança.

Verifique seus níveis de estresse

O estresse excessivo pode prejudicar sua libido, portanto, encontrar maneiras de relaxar e lidar com o estresse de maneira eficaz pode melhorar o sexo e a intimidade. A atividade física não está apenas ligada a um melhor humor e saúde cardiovascular, mas também pode desempenhar um papel importante no aumento da imagem corporal e da sensação de bem-estar.

Exercício

O exercício físico tem muitos benefícios positivos, incluindo a melhoria do desejo sexual. Um estudo descobriu que breves períodos de exercício melhoram a excitação sexual física em mulheres que tomam antidepressivos.

Durma Melhor

Problemas com o sono estão associados à diminuição da libido, por isso é importante garantir que você tenha um descanso de qualidade suficiente todas as noites. Praticar bons hábitos de sono, como ir para a cama e acordar no mesmo horário todas as manhãs, pode ajudar. Se você está lutando para dormir ou suspeita que pode ter um distúrbio do sono, converse com seu médico.

Siga uma dieta saudável

Alimentos que podem melhorar seu desejo sexual são chamados de afrodisíacos. Alguns alimentos que podem desempenhar um papel na melhoria do seu desejo sexual incluem alimentos ricos em zinco (como carne vermelha ou ostras) e alimentos que podem melhorar a circulação, como grãos integrais e frutas e vegetais frescos.

Também é importante evitar alimentos que possam prejudicar sua libido, como alimentos ricos em gordura saturada, sódio e açúcar.

Libido Baixa: Causas e o Que Pode Ser

A libido baixa (também chamada de baixo desejo sexual) descreve uma redução persistente do interesse por sexo. Ela pode aparecer em qualquer fase da vida e, na maioria das vezes, resulta de vários fatores combinados, e não de uma causa única. Entre as causas mais comuns estão:

  • Fatores emocionais e psicológicos, como estresse prolongado, ansiedade, baixa autoestima e depressão. O sofrimento emocional consome grande parte da energia psíquica da pessoa e reduz o espaço para o desejo;
  • Cansaço e problemas de sono. Dormir mal ou pouco está associado à diminuição da libido;
  • Alterações hormonais, como as que ocorrem na gravidez, no pós-parto, na amamentação e na menopausa, ou variações relacionadas aos hormônios sexuais;
  • Efeitos colaterais de alguns medicamentos e tratamentos de saúde, que podem reduzir o desejo sexual em algumas pessoas;
  • Fatores do relacionamento, como conflitos, falta de intimidade, mágoas acumuladas e problemas de comunicação com o parceiro ou parceira.

Como os sintomas de libido baixa costumam ser sutis, muitas pessoas só percebem quando o desinteresse já está gerando incômodo. Sinais frequentes incluem pouco ou nenhum interesse por sexo, ausência de fantasias sexuais e dificuldade de sentir prazer na relação. Vale lembrar que oscilações no desejo são normais, e não existe um número "certo" de vezes: o que importa é se a mudança está causando sofrimento a você ou ao relacionamento.

Libido Alta

Assim como o desejo pode diminuir, ele também pode se apresentar mais intenso em algumas fases ou em algumas pessoas. Uma libido alta, por si só, não é um problema nem um transtorno: é apenas uma variação dentro do amplo espectro do desejo humano. O desejo sexual varia de pessoa para pessoa e ao longo do tempo, influenciado por hormônios, fase da vida, qualidade do relacionamento e bem-estar geral.

A atenção clínica só faz sentido quando o comportamento sexual passa a ser sentido como fora de controle, gera sofrimento, atrapalha a rotina, o trabalho ou os relacionamentos, ou é usado como forma de aliviar angústia e ansiedade. Nesses casos, conversar com um psicólogo ajuda a entender o que está por trás desse padrão.

O Que Afeta a Libido

O desejo sexual não depende apenas do corpo. Ele é o resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. Entre os principais fatores que afetam a libido estão:

  • Estresse e sobrecarga do dia a dia, que mantêm o corpo em estado de alerta e deixam pouca energia para o desejo;
  • Sono insuficiente ou de má qualidade, que desregula o humor e reduz a disposição;
  • Alterações hormonais, ligadas a fases como gravidez, pós-parto e menopausa;
  • Quadros de saúde mental, especialmente depressão e ansiedade;
  • Efeitos de alguns medicamentos e condições de saúde;
  • Qualidade do relacionamento, autoestima e imagem corporal;
  • Estilo de vida, incluindo consumo de álcool, sedentarismo e alimentação.

Perceber quais desses fatores estão mais presentes no seu momento de vida é o primeiro passo para entender por que a libido mudou.

Libido e Saúde Mental

Existe uma relação de mão dupla entre a libido e a saúde mental. Quadros como depressão e ansiedade frequentemente reduzem o desejo sexual, tanto pelo próprio funcionamento emocional quanto, em alguns casos, por efeito de medicamentos usados no tratamento. Ao mesmo tempo, uma queda importante e persistente no desejo pode gerar frustração, culpa e conflitos no relacionamento, alimentando o mal-estar emocional.

Por isso, mudanças na libido raramente são "só físicas". Elas costumam refletir como a pessoa está por dentro. Cuidar do estresse, do sono, das emoções e da relação com o próprio corpo tende a beneficiar também a vida sexual. Quando o baixo desejo está ligado a sofrimento emocional, o acompanhamento psicológico ajuda a compreender e a tratar a raiz do problema.

Quando e Com Quem Buscar Ajuda

Alterações persistentes na libido merecem atenção, principalmente quando causam sofrimento ou tensão no relacionamento. Escolher o profissional certo depende do que parece estar por trás da mudança:

  • Se o baixo desejo aparece junto de tristeza, estresse, ansiedade ou sinais de depressão, ou se está ligado a conflitos no relacionamento, o acompanhamento com um psicólogo inscrito no CRP ajuda a compreender e a trabalhar a origem emocional da questão;
  • Se há suspeita de causa hormonal ou de que algum medicamento em uso está afetando o desejo, o ideal é conversar com um médico ou com um médico da atenção básica pelo SUS, que pode avaliar a necessidade de exames e ajustes de tratamento.

Importante: não existe uma fórmula ou "o que tomar" para resolver a libido baixa por conta própria. Nenhum remédio, hormônio ou suplemento deve ser iniciado sem avaliação profissional, porque cada caso tem causas diferentes e a automedicação pode trazer riscos. O caminho seguro é entender a causa antes de qualquer tratamento.

Uma última dica

O conceito de libido continua a desempenhar um papel importante na psicanálise, mas o termo assumiu um significado um tanto diferente em seu uso moderno. Hoje, quando falamos de libido, provavelmente nos referimos à ideia geral do desejo de sexo.

Vários fatores podem desempenhar um papel na libido além das influências biológicas, incluindo fatores psicológicos e sociais. Se você está preocupado com sua libido, considere conversar com um profissional. Quando a questão envolve emoções, estresse ou o relacionamento, a terapia ajuda a entender e a cuidar da origem. Quando há suspeita de causa hormonal ou de efeito de medicação, o acompanhamento é com um médico. Se tiver dúvida sobre por onde começar, conheça como funcionam a terapia e a psiquiatria na PsyMeet.

Perguntas Frequentes

O que é libido?

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O que é libido na psicologia?

Libido é um termo da teoria psicanalítica que descreve a energia criada pelos instintos de sobrevivência e sexuais. Segundo Freud, ela faz parte do ID e é a força motriz de todo comportamento. Embora hoje o termo tenha um sentido sexual, para Freud representava toda a energia psíquica, não só a sexual.

O que é libido para Freud?

Para Freud, a libido é a energia psíquica ligada aos instintos de vida. Ele a via como a força motriz de todo o comportamento, parte do ID e regida pelo princípio do prazer. Com o tempo, Freud passou a entender a libido como um instinto de vida geral, mais amplo do que apenas o impulso sexual.

Qual a diferença entre a libido de Freud e o significado atual?

Para Freud, a libido abrangia toda a energia psíquica e um instinto de vida geral, ligado à sobrevivência e a outras motivações. No uso moderno, o termo se refere principalmente ao desejo sexual, que envolve não só o impulso biológico, mas também fatores psicológicos e sociais.

O que causa libido baixa?

A libido baixa costuma ter várias causas ao mesmo tempo: estresse, ansiedade, baixa autoestima e depressão; cansaço e problemas de sono; alterações hormonais, como na gravidez, no pós-parto e na menopausa; efeitos de alguns medicamentos; e conflitos no relacionamento. Por isso, entender a causa é o primeiro passo.

Libido baixa tem a ver com saúde mental?

Sim, muitas vezes. Quadros como depressão e ansiedade frequentemente reduzem o desejo sexual, e a queda persistente da libido também pode gerar frustração e sofrimento emocional. Quando o baixo desejo está ligado às emoções ou ao estresse, o acompanhamento com um psicólogo ajuda a tratar a origem.

O que fazer quando a libido está baixa?

Não existe uma fórmula única, e nada deve ser tomado por conta própria. Cuidar do estresse, do sono e das emoções costuma ajudar. Se o baixo desejo envolve sofrimento emocional ou o relacionamento, procure um psicólogo. Se há suspeita de causa hormonal ou efeito de medicação, procure um médico ou a atenção básica do SUS.

João Vitor Gomes dos Santos
João Vitor Gomes dos Santos

Engenheiro Mecânico, através da convivência na universidade se conscientizou da importância do bem-estar mental. Para promover e acessibilizar os cuidados com a mente, cofundou a PsyMeet. Convencido da importância da saúde mental para uma vida feliz, está sempre lendo, assistindo e ouvindo sobre o tema. Instagram @dosantosjv

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